Livro 2

Resumo de 21 de Novembro

Apresentação

Publicado originalmente em 1870, “Vinte Mil Léguas Submarinas” é uma das obras literárias mais famosas de Júlio Verne, escritor francês geralmente considerado como o pai da ficção científica. Esta obra, conta uma história de um misterioso monstro marinho que vem provocando o terror nos oceanos, afundando navios e matando os seus tripulantes e causando sérios danos nas viagens transatlânticas. Para tentar capturar o terrível animal é enviada uma expedição americana (Abraham Lincoln) na qual faz parte o professor Aronnax, o arpoador Ned Land e o fiel Concelho. Recolhidos pelo Nautilus (um navio submarino, movido a eletricidade e totalmente autónomo do meio terrestre) o capitão Nemo convida o Aronnax e os seus dois companheiros (o seu fiel criado Concelho e o arpoador canadiano Ned Land) a embarcarem para uma viagem que os leva a percorrer 20 mil léguas pelo fundo dos oceanos.

Capítulo 1: Um Recife Arisco

O ano de 1866 ficou marcado por um acontecimento raro, diversos navios depararam com um objeto infinitamente maior e mais veloz de que uma baleia. Vários navios regressaram ao porto por terem sido atacados por esse monstro marinho, como a ciência o denominou.

Na noite de 5 de março de 1867 acontece um incidente, o navio (Moura vien dá Montreal o auction company) colide a sua alheta de estibordo contra um Recife. Passado um mês outro navio colide com um objeto e provoca um buraco num dos compartimentos. As pessoas ficaram assustadas e os rumores sobre o monstro marinho retornaram. A opinião pública manifestou-se exigindo providências das autoridades porque navegar estava sendo algo muito perigoso.

Resumo de 28 de Novembro

Capítulo 2: Crédulos e Incrédulos

O professor, Pedro Aronnax, deu uma entrevista em Nova York, acerca do fenómeno que atormentava o mundo. Demonstrou conhecimento sobre o tema, e deu a sua opinião, onde disse que os mares tinham um novo e estranho habitante parecido com um narval, também chamado de unicórnio marítimo. O monstro seria um narval com tamanho e força decuplicados. A entrevista teve uma repercussão tão grande que os Estados Unidos e Inglaterra concordaram que deviam libertar os mares do monstro. Quando uma fragata de longo curso, Abraham Lincoln, sob o comando do capitão Farragut decidiu perseguir o monstro, ele desaparece do mapa. 2 de julho de 1887, chega aos Estados Unidos a notícia de que um navio encontrou o animal, três semanas antes, nos mares do Pacífico Norte. Abraham Lincoln prepara-se para ir ao encontro do monstro. O Professor Aronnax, recebe uma carta, para participar da expedição, onde aceita o convite com entusiasmo.

Resumo de 5 de Dezembro

Capítulo 3: “O patrão é quem manda”

Pedro Aronnax levaria consigo o ótimo criado Conselho. Apesar do nome, era um flamengo extremamente discreto, educado, atencioso e tinha muita experiência na teoria da classificação. Era um homem digno e corajoso. Tinha 30 anos, 10 a menos que o patrão. Observando os perigos da aventura, aceitou-os sem fazer perguntas. Na partida, o cais de Brooklyn estava cheio de curiosos. Um imenso cortejo acompanhou a saída da fragata Abraão Lincoln que, às oito horas da noite, cortou a todo o vapor as águas do Atlântico.

Resumo de 12 de Dezembro

Capítulo 4: Ned Land

O capitão e a tripulação estavam motivados. Queriam apanhar o monstro o quanto antes. O primeiro a avistar o animal ganharia dois mil dólares. O navio estava muito bem equipado, mas a principal arma era um homem: o exaltado Ned Land, com cerca de 40 anos, o rei dos arpoadores. Era um canadense de Quebec. Logo, falava francês. Por isso, facilmente fez amizade com o Professor Pedro Aronnax. Da tripulação, o único a duvidar da existência do monstro era ele e não adiantavam as explicações científicas do professor. A fragata avançava na direção do Pacífico contando apenas com um acaso favorável para encontrar o monstro.

Resumo de 19 de Dezembro

Capítulo 5: Às cegas

A fragata perlongou a costa sudeste da América muito rápido. No dia 6 de julho começou a navegar pelo oceano Pacífico. Toda a tripulação, incluindo o professor que não estava interessado nos dois mil dólares, investigou o mar à procura da criatura. Apenas Ned Land continuava a duvidar e não se interessava a observar o oceano. O professor Pedro Aronnax não se cansava de reprovar o arpoador. Navegavam às cegas. Naturalmente, Aronnax sabia que as possibilidade de sucesso eram pouquíssimas. Algumas estratégias facilitavam a busca. O capitão Farragut opinava que era melhor navegar em águas profundas porque o animal era muito pesado; passagens estreitas também eram evitadas devido ao tamanho do monstro. A procura que não deu resultado durou três longos meses. O desânimo dominou os espíritos. Só restava aos navegantes retornar a Nova Iorque. O capitão Farragut resistia à ideia e pediu três dias de tolerância. Se não houvesse resultado positivo, concordava em retornar. Eram 2 de novembro. No dia 5 de novembro, quando o professor e o seu criado Conselho já calculavam que seriam alvo de gozo na França por causa do insucesso que tiveram. Ned Land, o único da tripulação que duvidava de tudo, gritou anunciando que tinha visto a coisa que procuravam.

Resumo de 2 de Janeiro

Capítulo 6: A todo vapor

Houve grande agitação em volta do arpoador. Até o capitão estava lá presente. Ned não se enganou e os tripulantes observaram que o monstro emitia forte luminosidade. O unicórnio marítimo desenvolvia em alta velocidade, pois a luz deslocava-se por muitas milhas e retornava. Não houve alternativa: Sob as ordens de Farragut, a fragata Abraão Lincoln afastou-se rapidamente do foco luminoso. O esforço foi inútil e a fragata ficou à favor das vontade do animal que a atingiria quando bem entendesse. Em vez de perseguir, a fragata era perseguida. Perguntado pelo capitão Farragut, o professor Pedro Aronnax esclareceu que estavam diante de um narval gigantesco e ao mesmo tempo elétrico. Às oito horas da manhã, depois da neblina ter passado, a coisa foi reavistada por Ned Land que preparou o seu mortífero arpão. O professor avaliou o seu comprimento em oitenta e cinco metros, tendo a grossura proporcional ao comprimento. Os jatos de vapor de água que produzia, atingia quarenta metros de altura. O capitão Farragut ordenou a aproximação arriscada. A tripulação ficou excitada com o combate. O animal fugia na mesma velocidade que o navio. Não adiantava aumentar a velocidade da embarcação. O motivado Ned Land concluiu que aquele animal só se deixaria agarrar se quisesse. As cindo da manhã o capitão decidiu-se, então, a empregar meios mais decisivos. Resolveu lançar granadas cônicas. Uma granada bateu com corpo do animal e foi projetado. Parecia ser blindado. Às 10 horas da noite, encontraram novamente o monstro. Estava dormindo. Ned Land lançou o arpão que não produziu o efeito desejado. Um choque medonho produziu-se e o professor foi lançado por cima da amurada caindo no mar.

Resumo de 16 de Janeiro

Capítulo 7: Estranha Baleia

Quando parecia perdido, Aronnax foi salvo pelo fiel criado Conselho. Este informou ao patrão que o monstro partira com os dentes o mastro e o leme de Abraão Lincoln. Eram poucas as possibilidades e salvarem-se. A colisão entre a fragata e o cetáceo deu-se por volta das onze da noite. Pesavam em nadar por oito horas até o nascer do Sol. Logo veio a exaustão. A fragata estava muito distante. Conselho gritou pedindo socorro. O socorro veio a tempo. O anjo foi Ned Land. Conselho e o Pedro Aronnax foram levados, entre muitas aventuras, até algo parecido com uma sólida embarcação. Quando estavam mais ou menos restabelecidos, o arpoador disse-lhes que não desistiu do monstro em nenhum momento e que a criatura era feita de chapas de aço. O animal que mobilizara o mundo inteiro era um fenômeno fabricado pela mão do homem. A conversa desenrolava-se sobre o dorso de um barco submarino com a forma de gigantesco peixe de aço. O barco deslocava-se lentamente, na superfície, e Ned, Conselho e Aronnax procuravam um meio de atingir o seu interior. Tinham, também, grande receio de que o engenho submergisse. Quando o dia amanheceu, oito sólidos rapagões, mascarados, apareceram e arrastaram o trio para o interior da formidável máquina.

Capítulo 8: Uma inicial e uma divisa

Foram instalados numa espécie de masmorra. Depois de meia hora, a prisão iluminou-se. Depois de alguns minutos, apareceram dois homens. Os amigos contaram em francês, inglês, alemão e latim a sua aventura. Não foram compreendidos. Os tripulantes do estranho barco, retiraram-se sem deixar qualquer pista do que fariam. Ned Land estava particularmente revoltado com a atitude dos estranhos. Afinal, falaram que estavam esgotados e famintos, fizeram mímica indicando a penúria que viviam e os tripulantes não fizeram nenhum esboço de haverem entendido a mensagem. Eis que se abriu novamente a porta e lhes foi servido um banquete inesquecível. As iguarias tinham um sabor agradável. Além disso, trouxeram-lhes confortáveis roupas confecionadas com um tecido nunca visto, mas muito confortável. Nos pratos e talheres havia a inscrição: “MOBILIS IN MOBILE N” (Móvel no elemento movente). Depois das refeição, os três, mais tranquilos, caíram em pesado sono.

Capítulo 9: Estranha Violências de Ned Land

O professor, o primeiro a acordar, percebeu que o barco, o monstro de chapa de aço, subia regularmente à superfície, para respirar à maneira das baleias. Assim funcionava o sistema de ventilação do barco submarino. Os outros dois prisioneiros também acordaram e estavam com fome. As pragas de Ned pela situação vivida contrastavam com as ponderações de Conselho. Conciliador, Aronnax sugeriu que esperassem e sujeitassem-se às circunstâncias, porque não havia outra alternativa. Como a fuga era impossível, Ned sugeriu que tomassem a embarcação. As atitudes do arpoador, praguejando sempre, desmentiam a sua disposição de submeter-se ao cárcere. Lamentava-se, praguejava, andava como fera em redor da jaula, batia nas paredes com os pés e com os punhos. Finalmente, entrou o taifeiro. Impensadamente, Ned atacou-o. Uma voz falou em impecável francês: “Acalme-se, mestre Land, e o senhor, professor, tenha a bondade de ouvir-me.”

Capítulo 10: Estranha O Homem das Águas

Era o comandante que assim falava. Repreendeu-os por haverem interrompido a privacidade de alguém que havia rompido relações com a humanidade. O professou explicou-lhe que a fragata Abraão Lincoln julgava estar na caça de possante monstro marinho. Depois de informar que renegara a civilização, e que, portanto, não lhe cobrassem atos civilizados, disse que os prisioneiros gozariam de relativa liberdade no interior do navio. Apenas teriam que se sujeitar a pequenos períodos reclusos quando fossem necessárias atividades secretas na embarcação. O comandante disse ainda que ele fora o atacado e que vencera. Portanto, tinha todo o direito de estabelecer as regras. No final, disse que estudioso da obra do professor e que ele seria muito útil naquela viagem para o país das maravilhas. O comandante identificou-se: Gostaria de ser chamado de Nemo, capitão do navio Náutilo. Ned e Conselho foram levados de volta à cela para jantarem. O professor foi convidado por Nemo para fazer a refeição em sua sala de jantar particular. Alimentaram-se de iguarias produzidas a partir de matérias primas fornecidas pelo mar. Aquele vasto mar, não apenas alimentava a tripulação, mas também vestia-a. As roupas eram confeccionadas com tecidos manufaturados de seres marinhos. O mesmo acontecia com os colchões, os perfumes. No Náutilo, tudo provinha do mar. Depois de fazer alentado discurso sobre a fartura de alimentos no mar, Nemo convidou Pedro Aronnax para uma visita ao Náutilo.