Livro 1(Interação Humano-Computador)

23/11/2020

Desde seu princípio, o homem tem a necessidade de uma boa e fácil interação com as interfaces do seu dia a dia, como exemplo, a maçaneta de uma porta. Parece muito óbvio que ao encontrar uma maçaneta o primeiro instinto será abrir ou fechar a porta, mas, não se pode esquecer que para tudo se tem um início, e lógico, algum dia inventou-se a primeira maçaneta. Será que no primeiro contato, o homem teve essa facilidade? Atualmente, são inovados e inventados vários tipos de interfaces, por isso, há grande preocupação em estudar em várias áreas a sua interação com o homem. No campo da computação não poderia ser diferente, o estudo sobre interfaces já é realizado há muitos anos, com o objetivo de facilitar a interação. Geral‑ mente, esse estudo é denominado como Interface Homem-Computador. Com o avanço da tecnologia, o acesso ao computador tornou-se indispensável para inúmeros setores, causando uma necessidade enorme em facilitar a interação. Com isso, a importância do estudo sobre IHC vem aumentando, com o objetivo de ajudar na criação de sistemas computacionais com maior adaptabilidade ao ser humano.

Em todo momento o homem está em contato com diversos tipos de interfaces, como exemplo: liquidificador, ventilador, controle remoto, fechaduras, torneiras, televisores, entre muitas outras. Todos os objetos citados têm algo em comum, suas características são sempre aperfeiçoadas ou remodeladas, pode ser por uma causa simplesmente comercial para aumentar as vendas, ou, em um processo de melhoria de adaptação ao ser humano. Para o campo da computação existe o aspeto comercial, mas também, a importância da adaptabilidade está ligada diretamente à produtividade, e isso motiva significativamente o estudo das interfaces.

Com o aprofundamento do estudo dos aspetos que colocam o ser humano em uma posição mais “importante” em relação às interfaces do seu dia a dia, abre um campo muito importante de pesquisa, e o início de uma nova realidade na era da computação. Segundo Moran “a interface de usuário deve ser entendida como uma parte do sistema computacional com a qual uma pessoa entra em contato físico, percetiva e conceitualmente”.

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1/12/2020

Após a introdução de novos conceitos, a posição do homem já não é mais secundária e se torna o foco principal da interação, a interface passa a ser representativa a um modelo de mais fácil acesso pelo ser humano. A ideia desse novo modelo é criar interfaces com a maior adaptabilidade possível .

Até o momento foram vistos conceitos inicias de IHC, na qual, foram identificados seus objetivos em linhas gerais. A importância foi explícita nos argumentos dos autores, demonstrando que realmente o foco desse estudo é de grande importância, e o caminho está aberto para um aprofundamento contínuo .

A comunicação é a base para o âmbito de IHC, por isso, o quanto mais uma interface facilitar o entendimento do homem em relação a seu propósito, melhor será sua eficiência.

Mesmo com toda dificuldade encontrada na construção e deteção de problemas de uma interface, deve-se procurar a solução mais próxima possível para a eficiência de uma avaliação em uma interação.

A comunicabilidade baseia‑se na capacidade que os usuários possam entender uma interface, com a mesma visão de quem a projeta, possibilitando‑lhes interagir com o sistema e transmitir, de maneira eficaz, as intenções projetadas.

A qualidade dos sistemas que podem ser usados, com sucesso, em uma ampla variedade de contextos, incluindo até mesmo aqueles em que o objetivo do usuário não é o objetivo original concebido pelos seus designers, depende da sua utilidade na resolução de problemas variados.

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8/12/2020

O objetivo dos métodos e técnicas de avaliação é identificar possíveis problemas de interface de usuário e, dessa forma, prover melhorias na interação de uma interface com seu usuário.

Nas técnicas prospetivas utiliza-se uma metodologia baseada na aplicação de questionários e entrevistas com o usuário para avaliar sua satisfação em relação ao sistema e a sua operação. Essas técnicas podem ser empregadas para auxiliar nas avaliações analíticas.

As avaliações heurísticas representam um julgamento de valor sobre as qualidades ergonômicas das interfaces e são realizadas por especialistas em ergonomia, que examinam o sistema interativo e diagnosticam problemas que o usuário poderá ter em uma interação. E existe um conjunto básico de heurísticas.

Já nas inspeções ergonômicas via “checklists” são vistorias com base em listas de verificação, para diagnosticar problemas de interface. Essas listas são usadas pelos avaliadores como roteiro de princípios básicos, desejáveis em uma interface, para identificar problemas, reduzir a subjetividade e os custos.

O percurso cognitivo tem o objetivo de identificar problemas de usabilidade, para avaliar a facilidade de aprendizado do sistema por meio da exploração do usuário, que se justifica, para os usuários adquirirem conhecimento sobre novas características ou funções, apenas quando requeridas em seu trabalho.

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15/12/2020

De acordo com as descrições das etapas do percurso cognitivo, seu conceito baseia‑se em um processo em que os usuários aprendem por tentativas e sem treinamento, sendo de fácil uso e de baixo custo.

As avaliações empíricas são métodos baseados em experiências que se relacionam basicamente aos ensaios de interação e aos monitoramentos (sistemas espiões). Geralmente essa técnica envolve a participação de usuários na coleta de dados; dados que são diagnosticados por especialistas, a fim de identificar problemas de usabilidade e comunicabilidade.

Para a determinação de uma técnica de avaliação, faz‑se necessário o entendimento do objetivo particular de um ambiente a ser avaliado, considerando‑se os recursos disponíveis e as expectativas dos resultados da avaliação.

Experiências negativas, aborrecimentos e frustrações são alguns dos sentimentos dos usuários de software, que não conseguem interagir com o sistema, podendo até levá-lo à ansiedade e ao estresse. Desenvolver softwares de boa qualidade, com menos esforço e mais satisfação, é o objetivo. Sua colaboração está no sentido de fazer você conhecer como poderá desenvolver seus softwares de maneira a deixar o usuário mais próximo da máquina, com menos taxas de erros, com interface amigável e que traga conforto para a realização das tarefas, diminuindo a carga de trabalho e aumentando a interação do usuário com o software.


06/01/2020

O designer precisa ter em mente que a interação do usuário com o seu software pode acontecer de diversas formas e que alguns sentidos humanos serão amplamente colocados em prática, mesmo que seja um simples toque numa tecla. Os olhos são os responsáveis pela maior parte da interação do usuário com o software e por esse motivo é importante que a parte visual do software seja feita de forma adequada.

Quando os recursos visuais já foram amplamente explorados e sua utilização passa a poluir a interface, alguns recursos sonoros podem ser utilizados para transmitir uma mensagem ao usuário, como um sinal de alerta para o usuário dar mais atenção a um processo que está pronto para se iniciar, por exemplo: apagar uma informação.

Sempre que possível devem‑se evitar sinais sonoros para mensagens de erro do software. Isso evita constrangimento para o usuário, que pode estar com o volume do som muito alto, chamando a atenção de outras pessoas a sua volta, além de evitar o inicio de um processo de resistência ao software, pois algo que fica emitindo sons em momentos e circunstanciam indesejadas, é sempre alvo de resistências.

O segundo maior sentido de interação do usuário com o software é o tato, e a cada dia os periféricos proporcionam as mais diferentes formas para usuário interagir, por exemplo: teclado, mouse, joystick de diversas formas e modelos, toques na tela, alavancas, botões etc.

Livro 2 (Introdução à Engenharia de Som)

16/11/2020

O som corresponde às variações da pressão do ar que conseguem ser captadas pelo ouvido, e variam entre 20 e 20000 Hz (hertz), ou seja, 20 à 20000 vezes por segundo e só conseguimos ouvir frequências neste intervalo. Para medir a pressão utiliza-se o Pascal (Pa).A audição é possivelmente o sentido humano com maior amplitude, variando entre 0,00002 Pa(limiar da audição) e 200 Pa(limiar da dor).Utiliza-se também o decibel (dB)como forma de representar a pressão sonora. Podemos afirmar que a audição varia entre 0 dB e 140 dB e que um som de intensidade média terá cerca de 70 dB.

Qualquer pessoa consegue identificar 4 caraterísticas de um som:

-O timbre que caracteriza o tipo de som. Corresponde essencialmente à forma como a pressão do ar varia, ou seja , à forma da onda produzida.

-A intensidade do som que corresponde à amplitude da onda, ou seja, indica se a variação da pressão é muito ou pouca.

-A altura indica se o som é grave ou agudo, se é um Dó ou um Ré, e corresponde a quantidade de vezes que a onda se repete num determinado espaço de tempo(frequência).

-A duração indica o tempo em que essa variação de pressão se mantém.

Na propagação do som as partículas existentes no ar são mais ou menos comprimidas, e essa compressão é propagada até chegar ao tímpano do ouvinte e embora o som se possa propagar num meio líquido ou sólido , o ar continua a ser o meio de propagação do som mais usual com uma velocidade de propagação , que varia com a temperatura.

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23/11/2020

Para além da forma como o som chega aos ouvidos ,existe um conjunto de caraterísticas relacionadas com o modo como o cérebro processa a informação recebida pelos ouvidos , a que se chama psicoacústica , e tem uma importância fundamental na forma como o ser humano “ouve” o som.

Um comportamento muito caraterístico do ouvido/cérebro é o facto de o ser humano não ter sensibilidade igual para todas as frequências . No entanto essa diferença diminui à medida que a pressão sonora aumenta.

Muitas vezes um som intenso pode encobrir um som mais fraco e a isso dá-se o nome de masking. É esta a razão das sirenes serem constituídas por um som que está sempre a mudar de frequência , diminuindo a probabilidade do som da sirene ser mascarado.

Efeito de Haas -> Outra caraterística da percepção sonora é o facto do cérebro fundir dois sons, se estes chegarem aos ouvidos com uma diferença de tempo inferior a 30 ou 40 ms.

Direção do Som-> O cérebro aplica um conjunto de técnicas de forma a detetar a direção de um determinado som. Uma das mais importantes tem a ver com a diferença de amplitude entre o som recebido no ouvido direito e o recebido no esquerdo.

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1/12/2020

Sistemas Eletroacústicos. Um sistema eletroacústico simples é constituído por um microfone ,um amplificador e uma coluna.

O princípio de qualquer microfone é converter uma variação da pressão do ar para um sinal elétrico diretamente proporcional. E do ponto de vista do áudio profissional são usados essencialmente 2 tipos de microfone:

-Dinâmicos ->são constituídos por uma membrana ligada a uma bobine. O som provoca o movimento da membrana que faz com que a bobine se mexa, criando assim, uma pequena corrente elétrica.

-Condensadores ->são constituídos por 2 superfícies condutoras separadas por um isolante. O som provoca o movimento de uma das superfícies condutoras alterando as caraterísticas do condensador. Estes variam entre 2 tipos, os de membrana larga (membrana >= 2,54cm) e os de membrana estreita ( membrana < 2,54cm ).

Independentemente do tipo de tecnologia usada para o fabrico de um microfone, existe um conjunto de propriedades que identificam o comportamento deste. E os mais importantes são a diretividade, o SPL máximo, a sensibilidade, o ruído e a gama dinâmica.

E é de referir que nos microfones, os acessórios podem ter um papel fundamental na qualidade do som, permitindo a redução de ruídos indesejáveis.