Livro 2: Coraline

22 de Novembro de 2020

Capítulo 1

Quando Coraline e a família se mudaram para um apartamento, não era bem um apartamento, mas era uma casa antiga que tinha sido partilhada e vendida a partes, a casa possuía sótão e porão, abaixo do apartamento morava as senhoras Spink e Forcible, no passado ambas eram celebridades, porém agora eram apenas duas senhoras que moravam com seus vários cães. No apartamento de cima do da família de coraline, morava um senhor meio doido que treinava seus ratos para um dia abrir seu circo de ratos. Nos fundos da casa, havia um espaço onde se encontrava uma quadra de tênis abandonada, Coraline havia sido avisada de que havia um poço na área dos fundos também, que havia sido fechado por correr risco de alguém cair lá, Coraline então sai em busca do poço, já que era um lugar perigoso, a garota queria está ciente de onde não ir. Ao encontrar o poço, Coraline percebe que o poço está tampado, porém há um buraco em uma das madeiras, então a garota começa a jogar várias pedras dentro do poço a fim de ouvir algum barulho sinalizando o fim do mesmo.

A mãe de e o pai de Coraline trabalhavam em frente ao computador em casa, ambos possuíam seu próprio escritório. A mãe de Coraline era meio desatenta, só chamava a filha para almoçar e jantar. Certo dia a mãe chama a menina para almoçar e quando Coraline ia finalmente sair para explorar ainda o fundo da casa, de repente começa a chover, sem saber o que fazer a garota pede auxílio da mãe que recomenda que ela leia um livro ou veja um filme, Coraline decide vê tv, e logo em seguida fica entediada e vai ao escritório do pai.

Coraline pergunta ao pai se pode sair na chuva, porém o pai pergunta se ela já tinha falado com a mãe, então Coraline disse que a mãe não havia a deixado sair, e o pai recomenda que a garota vá explorar, procurar saber quantos objetos azuis, portas e janelas há na casa. Nisso Coraline encontra uma porta grande e velha, e pergunta da mãe para a onde a porta vai levar pois a mesma estava trancada. A mãe abre a porta, que dá de cara com uma parede de tijolos, a mãe explica que pelo fato da casa ter sido reforma, somente fecharam a parede, que provavelmente daria em uma parte que ainda estava a venda, a mãe então deixa a porta destrancada e Coraline questiona sobre o porquê dela ter deixado a porta destrancada e a mãe diz que a porta não ia levar a lugar algum.

A noite quando Coraline estava no quarto, quando ouvi barulhos, e então fora investigar, Coraline não viu nada, ao sair do quarto, até perceber pequenas sombras andando, a garota as seguiu até a sala onde estava a antiga porta. Coraline acendeu a luz do cômodo e não viu mais nada, porém a garota percebeu que a porta antiga estava meio aberta, e jurava que a mãe havia fechado a porta, Coraline fecha a porta e retorna para o quarto. A garota sonha com pequenas formas com olhos vermelhos e em seguida com comerciais de TV.

27 de Novembro de 2020

Capítulo 2

No dia seguinte não estava mais a chover, porém uma névoa intensa rodeava a casa, Coraline avisa a mãe que vai dá uma volta, e a mãe avisa a filha para não ir muito longe e se agasalhar bem. Quando saiu, a garota encontrou a vizinha srta. Spink, que estava passeando com seus cachorros, a srta puxou assunto com Coraline, falando sobre o tempo ruim, e posteriormente falou dos seus papéis que tinha interpretado no teatro, Coraline ficou observando os agasalhos de srta. Spink, que a deixava parecendo uma bola, pois a mesma era pequena.

Coraline continuou seu passeio ao redor da casa, até encontrar a srta. Forcible, que estava na ponta da escadaria que descia para a entrada de seu apartamento. Srta. Forcible estava procurando a srta. Spink, e perguntou se Coraline não tinha a visto no meio da neblina, Coraline disse que sim, que ela estava passeando com os cachorros, então srta. Forcible avisou a garota para ter cautela, pois estava fácil se perder no meio da neblina, acrescentou que somente um aventureiro conseguiria se encontrar no meio da neblina, e Coraline deu de ombros e afirmou que era uma aventureira.

Ao chegar na frente da entrada de seu apartamento, o seu vizinho meio doido estava a descer a escadaria, e então falou que os ratos não gostam de neblina, Coraline assentiu e disse que também não gosta, o vizinho disse então que os ratos tinham um recado para a garota, o recado era que a garota não devesse atravessar a porta, e então disse que os ratos entendiam tudo errado, pois chamavam até a garota de Coraline, já que o senhor só a chamava de Caroline, e então deu de ombros e subiu as escadas.

Ao entrar em casa, Coraline se depara com a mãe e questiona sobre o que fazer, a mãe dá um papel e uma caneta para a filha desenhar, Coraline escreve “névoa” no canto do papel com as letras trêmulas, a mãe disse que era algo moderno. A garota saiu em direção a sala e se deparou com a porta trancada, então supôs que a mãe tivesse trancado a porta, então saiu em direção ao escritório do pai, o mesmo disse que estava ocupado, e pediu que a garota fosse perturbar a srta. Spink e Forcible.

Ao chegar na porta do apartamento das srtas. os cachorros latiram para Coraline até a stra. Spink aparecer e mandar Coraline entrar, a garota olhou ao seu redor e viu que no apartamento era cheio de cartazes de duas jovens, Coraline avista a srta. Forcible tricotando, e então stra. Spink oferece chá para a garota, que aceita. Ao tomar o chá, a senhora pediu para ler as folhas do fundo da xícara, e avisará a Coraline que ela corria perigo, srta. Forcible largou o tricô e correu para analisar as folhas pois afirmou que a vista de Spink não era mais a mesma. E reforçou que a garota estava em perigo, Coraline questionou o que estava por vim, e Forcible afirmou que não tinha como saber coisas específicas, pois as leituras mostravam o futuro no geral. Srta. Spink reforçou para Coraline ter cuidado, e então procurou no meio de suas coisas uma pedra com um buraco no meio, e entregou a garota, que questionou para quê servia, e Spink só disse que poderia ajudar.

Coraline saiu do apartamento e ficou refletindo sobre o que srta. Spink e Forcible havia lhe dito sobre o perigo, e então pensou consigo, que seria algo interessante.

04 de Dezembro de 2020

Capítulo 3

No dia seguinte, fazia sol, e a mãe de Coraline levou a garota para comprar o fardamento de aula, elas se despediram do pai de Coraline que iria passar uns dias em Londres. Na loja de roupas, Coraline encontrou luvas verdes fluorescente, e queria levar, a mãe negou e decidiu levar, meias brancas, calças azul-marinho, blusas cinzas e saia grafite. Coraline então rebateu a decisão da mãe afirmando que todos iriam utilizar o mesmo uniforme, e que ela seria a única com luvas verdes fluorescente, porém a mãe a ignorou pois estava a discutir com o vendedor sobre levar um tamanho maior de uniforme, para que servisse por mais tempo.

Na volta para a casa, Coraline questionou a mãe sobre o que teria no apartamento ao lado, a mãe afirmou que talvez estivesse como o deles antes de se mudarem, vazio. Coraline questionou se haveria alguma forma de entrar lá pelo apartamento deles, e a mãe afirmou só se ela atravessa se parede. Ao chegar em casa a mãe de Coraline foi a geladeira e notou que não tinha nada para preparar, e avisou a filha que iria sair pra comprar filé de peixe. Assim que a mãe saiu, Coraline entediada foi mexer nas coisas da mãe, bisbilhotou o livro que ela estava lendo e posteriormente foi até a cozinha, empurrou uma cadeira, pegou uma vassoura e retirou a chave da porta que estava pendurada, com cautela a garota direcionou se a sala, verificou se a mãe não tinha voltado, destrancou a porta e girou a maçaneta. Ao abrir a porta, Coraline se deparou com um corredor escuro, os tijolos haviam desaparecidos,e a garota queria saber o que havia no outro apartamento. Quando chegou ao outro lado, Coraline se familiarizou com o carpete da sala, confusa a garota notou que estava no seu apartamento, analisou o ambiente, e viu que era igual, porém percebeu que o quadro estava um pouco diferente, no quadro, havia um garotinho olhando atentamente para as bolhas, e o que ela estava vendo o garoto estava com a expressão de que iria fazer alguma travessura com a bolha.

Uma voz na cozinha perguntou se era Coraline que estava lá, a voz parecia com a de sua mãe, Coraline foi então a cozinha, porém a mulher estava de costas, e era mais alta, com unhas afiadas e pele muito branca, quando a mulher se virou, Coraline notou que no lugar de seus olhos havia botões. A mulher falou a Coraline que era hora do almoço, e Coraline perguntou quem era ela. A mulher afirmou que era sua outra mãe, e pediu para Coraline ir chamar seu outro pai para jantar, Coraline foi então chamá lo, e todos se sentaram para jantar. A outra mãe disse a Coraline que estava esperando por ela a muito tempo, que a casa não era a mesma sem ela lá. Coraline comeu o frango, e era o melhor frango que ela já tinha comido em sua vida, a garota relembrou que sua mãe fazia um frango industrial sem graça e que seu pai quando tentava fazer, fazia de uma forma inusitada que a garota nem se arriscava a comer.

Coraline se questionou dizendo que não sabia que tinha outra mãe, e a mulher afirmou que todo mundo tem, e depois disse que após o jantar, era para Coraline ir ao quarto, para brincar com os ratos, Coraline ficou ansiosa pois nunca tinha visto um rato, então quando finalizou, a garota foi ao quarto, e notou que estava diferente, a decoração era mais vivida, e as cores também, e com uma caixa cheia de brinquedos, a garota olhou pela janela e viu que era a mesma paisagem que via do seu verdadeiro quarto. Uma sombra então passou por de trás da garota, e foi para baixo da cama, Coraline foi então investigar para verificar o que era, e eram pequenos ratos pretos com olhos vermelhos, a garota perguntou se eles conseguiam se comunicar, e então o maior rato balançou a cabeça, e todos se juntaram para formar um triângulo, e o maior ficou por cima, e eles começaram a cantar uma música familiar, que Coraline já ouvira em algum lugar.

Então a pirâmide de ratos se desfez e eles foram em direção da porta, onde estava o velho doido do andar de cima, os ratos entram pelas mangas de sua camisa, e o rato maior foi até o topo de sua cabeça, onde o velho o escondeu com um chapéu, Coraline só sabia que os ratos estavam lá pois era notável que eles estavam se mexendo debaixo da roupa do velho. O velho cumprimentou a garota e disse que estava na hora do jantar dos ratos, e perguntou se a garota não gostaria de subir para ver os ratos comendo. Coraline rejeitou o convite e afirmou que iria sair para explorar, o velho assentiu e Coraline conseguiu ouvir que os ratos estam murmurando um para os outros, porém ela não conseguiu compreender o que diziam. Coraline passou pela cozinha e seus outros pais estavam na porta, com sorrisos idênticos falaram para ela se divertir, e que estariam esperando por ela. Coraline seguiu em frente, e depois olhou para trás e eles continuaram a sorrir, a garota seguiu em frente e desceu a escada.

09 de Dezembro de 2020

Capítulo 4

Coraline nota que a casa parecia a mesma do lado de fora, porém na entrada do apartamento de srta. Spink e Forcible, havia luzes que formavam palavras. Era um dia ensolarado, Coraline atrás de si, quando se virou viu um gatão preto, que se parecia com o gato do terreno de seu apartamento, o gato a cumprimentou e a respondeu com um olá, e disse que o gato se parecia com outro do terreno de seu apartamento, o gato rebateu e disse que não era outro, ele era ele. A garota perguntou se o gato era o mesmo do jardim, como ele poderia falar, ele afirma que sabe falar, e a garota rebate dizendo que lá na casa dela, os gatos não falam, o gato questiona com um “não?”, e a garota afirmou que não, o gato afirma que a garota que é a especialista e ele, apenas um gato, e vai embora, orgulhosamente.

Coraline pede para o gato voltar, e sugere que sejam amigos, o gato implicou e disse a garota que poderiam ser uma espécie de elefantes africanos, mas ele não era, a garota já irritada perguntou o seu nome, e ele respondeu que gatos não tem nome, e afirmou que pessoas tem nomes pois não sabem que são, já os gatos sabem quem são e então não precisam de nome. A garota perguntou que lugar era aquele, e o gato somente disse “é aqui”, a garota disse que sabia que era lá, mas perguntou como o gato havia chegado lá, e o mesmo disse que da mesma forma que ela, andando, e então saiu andando até desaparecer atrás de um tronco. Coraline foi até o tronco procurar pelo gato, mas ele não estava lá, o gato surge por de trás da  garota, afirmando que a garota tinha sido sensata ao ter levado proteção. O gato ficou encarando algo  invisível e posteriormente pulou no arbusto e desapareceu.

Coraline ficou se questionando sobre a proteção que o gato falou, e se todos os gatos de onde vinha, sabiam falar. Em seguida, a garota desceu as escadas do apartamento de srta. Spink e Forcible, a porta estava entreaberta, e Coraline entrou no apartamento cheiro de poeira e veludo. A garota seguiu pelo apartamento até dá de cara com um tecido, que a segurou, Coraline empurrou o tecido até conseguir sair do outro lado, desorientada, a garota avistou uma luz que veio em sua direção, era um grande cachorro escocês preto, o cão a cumprimentou e perguntou onde estava o seu ingresso, a garota sem entender, disse que não tinha ingresso, e o cão a julgando disse que era mais uma que aparecia sem ingresso, e era sempre a mesma história. O cachorro logo em seguida guiou a garota até um local perto do palco do teatro, Coraline percebeu que o teatro estava cheio de cachorros sentados nas poltronas. Logo em seguida o espetáculo começou, e srta. Spink e Forcible entraram em cima de uma bicicleta, jogando flores ao redor, de repente as duas desceram da bicicleta, e então tiraram seus casacos, porém não somente tiraram o casaco, mas também a pele do rosto, saindo de dentro da pele, jovens garotas altas, com botões escuros nos olhos, e então pediram um voluntário da plateia para realizar um de seus truques, um cão do lado de Coraline deu um toque, dizendo que era pra garota ir, e então Coraline foi, e realizaram o truque com o arremesso de facas, onde acertaram um balão que estava acima da cabeça da garota, e Coraline ganhou uma caixa de chocolate por seu espírito esportivo, ao voltar para seu lugar o cachorro ao seu lado ficou encarando a garota quando ela estava abrindo um dos chocolates, Coraline perguntou se o cachorro queria, e o mesmo afirmou que sim, e pediu um sem caramelo, pois o fazia babar, Coraline deu um, e posteriormente perguntou quando o espetáculo ia acabar, e o cão disse que era um espetáculo contínuo, não tinha fim, Coraline deu a caixa de chocolate para o cachorro e saiu do teatro.

Seus outros pais a esperavam lado a lado, e então perguntaram se a garota havia se divertido, a garota disse que sim e então voltaram para dentro da outra casa, a outra mãe tentou afagou os cabelos de Coraline e a garota pediu para ela não fazer aquilo, o outro pai então perguntou se Coraline estava gostando do lugar, e a garota disse que achava que sim, a outra mãe disse que ficava feliz, pois agradava pensar que lá era o lar da garota, e que ela para todo o sempre, se a garota quisesse. A garota botou a mão no bolso e sentiu a pedra com um buraco no meio que no dia anterior as verdadeiras srta. Spink e Forcible havia lhe dado, e então o outro pai reforçou que caso a garota quisesse ficar, precisariam fazer uma coisinha para garantir a estadia da garota, eles entraram na cozinha e havia um carretel de algodão em um prato, uma agulha comprida e ao lado dois grandes botões pretos.

A garota disse que era melhor não, e a outra mãe insistiu dizendo que eles queriam tanto, que era só um detalhe e que não ia doer nada, a garota sabia que quando um adulto diz que não vai doer, é porque realmente vai doer, e a outra mãe reforçou dizendo que só queria o que fosse melhor para a garota, e então botou as mãos no ombro da garota, e a mesma disse que já ia embora, a outra mãe conformada disse que se era o desejo da garota, e Coraline disse que sim, o outro pai disse que se veriam em breve, a garota murmurou um “hurumm” e a outra mãe completou que ficariam juntos como uma família feliz para todo sempre.

Coraline foi na direção da sala, abriu a porta e se deparou com um grande espaço escuro, a garota hesitou, mas logo entram os outros pais na sala dizendo para ela voltar logo, Coraline respirou fundo e mergulhou na escuridão, onde vozes estranhas cochichavam e ventos vagavam. Ela tinha certeza que havia algo no breu atrás dela, e seu coração disparou, ela fechou os olhos em meio a escuridão e continuou andando, até que por fim esbarrou em algo, perplexa ela abriu os olhos e viu que era a poltrona, e que a porta estava novamente fechada com tijolos vermelhos, logo soube que estava em casa.

15 de Dezembro de 2020

Capítulo 5

Coraline trancou a porta da sala, foi à cozinha, tentou guardar o molho de chaves, mas viu que era pequena demais para alcançar. Seus pais ainda não haviam voltado, então a garota foi preparar um lanche, a noite chegou  e nada dos seus pais, então a garota preparou uma pizza congelada no microondas, depois ficou vendo televisão até sentir sono, e então escovou os dentes e foi para seu quarto dormir.

Na manhã seguinte foi ao quarto dos pais, mas a cama continuava intacta e eles não estavam em casa, no almoço, comeu uma barra de chocolate gigante e uma maçã. Na hora do chá foi visitar a srta. Spink e Forcible. A srta Spink perguntou como estavam os pais da garota, e Coraline disse que estavam sumidos, e srta. Spink disse para a garota avisar a mãe que havia encontrado os recortes de jornais que ela queria, e Coraline disse que a mãe desapareceu sob circunstâncias misteriosas, então srta Forcible disse que iriam sair para visitar a sobrinha da srta Spink, e trouxe um álbum para mostrar fotos da garota para Coraline,e depois a garota foi para casa, no escritório do pai, a garota ligou o computador de trabalho e escreveu um breve texto contando a história dela, imprimiu e fez um desenho em baixo do texto. Preparou um banho e depois foi para o quarto dos pais, e começou a chorar até adormecer.

A garota então sentiu uma pata gelada na sua cara, era o gato, Coraline começou a se questionar com o gato onde seus pais poderiam estar, e o gato nada falava, somente sinalizava com os olhos, e coraline deduziu que quando o gato piscava, era um sim para sua pergunta. O gato guiou a menina para o corredor onde havia um espelho, quando a garota ligou a luz, viu seus pais dentro do espelho, tristes, então sua mãe chegou perto e soprou o espelho, uma parte ficou embaçada, e ela escreveu com o dedo “orrocos”, Coraline perguntou ao gato onde eles estavam, e então imaginou o gato dizendo “ora, onde acha que eles estão?”. A garota ligou para a polícia para informar um sequestro, e então o policial questionou se não era hora da garota já estar dormindo, e Coraline disse que seus pais haviam sido sequestrados pela outra mãe e que estavam presos dentro do espelho, o policial disse a garota para pedir para sua mãe fazer chocolate quente e dá um abraço nela, e Coraline disse que ia fazer isso quando a encontrasse e então desligou o telefone.

A garota pegou as chaves e foi até a sala, e então se aproximou da porta, e sentiu que algo estava a observando pela porta, a garota recuou, e então começou a contar ao gato a história que um dia seus pais a levaram para explorar um terreno baldio ao lado de sua casa, e que era um lugar perigoso pois as pessoas jogavam lixo lá, então seus pais pediram pra ela não voltar lá, mas a garota queria explorar o local, e então um dia seu pai a levou para explorar o local, e nesse trajeto, o pai gritou para a menina correr para a colina, então desesperada, coraline correu, e ao chegando perto do topo, ouviu seu pai correndo ofegante em direção dela, ele a agarrou no colo até chegarem ao topo da colina, e a garota sentiu que havia se ferido, mas na verdade era uma ferrada de vespa, e seu pai estava todo ferrado, pois eles haviam pisado em um tronco velho onde elas estavam habitando, o pai havia deixado os óculos cair, e então quando voltaram para casa, ele voltou pelo mesmo caminho pois sabia onde os óculos estavam, e voltou com eles. Coraline abriu a porta, e um vento com cheiro de mofo saiu de dentro do corredor escuro, e disse que seu pai não havia sido corajosos naquele momento, pois era a única coisa que ele poderia ter feito para ganhar tempo para a filha correr, mas que tinha sido corajoso no momento que ele voltou depois atrás dos óculos, pois teve medo, e então a garota deu o primeiro passo para dentro do corredor. O gato então perguntou a garota porque o pai havia feito aquilo e a garota disse que só dava para ser corajoso se tivesse medo.

Coraline havia levado uma vela branca, duas maçãs e a pedra com um buraco no meio, a vela acessa, revelava sombras com formato estranhos no corredor escuro, e coraline jurava que havia algo seguindo seus passos, e então o gato, que estava andando ao seu lado, perguntou se era por conta de ser corajosa que a garota estava retornando a outra casa, e então a garota disse que era por causa dos pais dela, e que eles fariam o mesmo se ela sumisse também. A vela então apagou, e Coraline sentiu seu coração acelerando, quase explodindo, e continuou andando com as mão para frente, até sentir um fio, como se fosse teia de aranha, que partiu quando forçou para frente, e então passou pelo seu rosto, uma luz acendeu fortemente, e Coraline pode vê o carpete da outra sala, e uma sombra de uma mulher apareceu, a mulher perguntou se era Coraline que estava lá, a garota saiu correndo para dá um abraço na sua mãe, mas quando percebeu que era a outra mãe, era tarde demais, a mulher abraçou a garota e então a garota se afastou, e perguntou onde estava seus pais, a outra mãe disse que eles estavam ali a esperando a amar e tornar sua vida mais interessante, por dentro Coraline estava com medo, mas queria parecer confiante. O outro pai estava perto e então disse que ia fazer uma janta deliciosa, a garota se opôs e comeu a maçã que havia levado, e que não iria jantar, o mundo parecia meio trêmulo nos cantos, Coraline se olhou no espelho do corredor e a outra mãe perguntou o que ela poderia ter feito aos seus pais, se eles haviam abandonado a garota, e Coraline rebateu que eles não haviam a abandonado, e a outra mãe disse que ia provar, ela tocou no espelho e então Coraline viu seus pais chegando em casa super felizes dizendo que agora poderiam aproveitar suas vidas pois não tinham mais uma filha pequena, o pai ainda acrescentou que estava aliviado que a outra mãe iria cuidar bem da garota.

Coraline disse que não acreditava no que havia visto, sentou se no sofá e continuou comendo a maçã, a outra mãe bateu os pés e o rato grande preto apareceu, ela pediu para ele ir pegar a chave, o rato murmurou e em seguida trouxe a chave preta, a outra mãe trancou a porta e guardou a chave no seu avental, e disse que se não iria ter jantar, ao menos iria ter o sono de beleza, e então os outros pais saíram para o quarto. Coraline estava cansada mais não queria dormir, então foi para fora da casa, desceu a escada, e sentou se no ultimo degrau, uma coisa peluda se aproximou dela, era o gato, Coraline aliviada disse “é você”, e o gato rebateu, dizendo pra garota vê que não foi difícil reconhecê lo, e então a garota perguntou e se precisasse chamar ele, e ele disse que chamar gatos é algo superestimado, é o mesmo que chamar um furacão, e então a garota rebateu perguntando que se fosse hora de comer, como iria chamá lo, e o gato disse, que era só chamar pra comer, sem usar o nome. Coraline então questionou porque a outra mãe queria ela aqui, o gato então disse que talvez ela só quisesse alguém para amar, ou algo para comer, a garota perguntou se o gato havia um conselho para dar, e disse para a garota desafiá la, pois aquele tipo de criatura adora jogos, mas pra ter cautela, pois provavelmente fosse jogar sujo, e disse para a garota entrar e descansar, pois o outro dia seria cheio.

Coraline entrou então, foi para o seu outro quarto com cores mais vívidas, fechou a porta e empurrou a caixa de brinquedos para assegurar que ninguém entrasse lá, mesmo que não fosse segurar a porta, o barulho da caixa sendo empurrada acordaria ela, ou pelo menos era o que ela esperava. Os brinquedos da caixa estavam dormindo, mas haviam murmurado quando a garota empurrou a caixa até a porta, ela olhou debaixo da cama para vê se os ratos estavam lá, mas não havia nada, tirou o casaco e o chinelo, e dormiu antes mesmo que conseguisse pensar sobre o que o gato disse, que a criatura teria de ser desafiada.

28 de Dezembro de 2020

Capítulo 6

Coraline acordou com um sol radiante, porém não tinha certeza de quem era e nem onde estava. Coraline costumava se esquecer de quem era quando sonhava acordada explorando o mundo, mas o sol e as cores vibrantes a fizeram se lembrar de onde estava. Coraline saiu da cama e foi ao armário trocar de roupa, a garota se deparou com várias fantasias, e se questionou se havia outra Coraline, mas depois pensou que talvez fosse as roupas que ela quisesse ter, então trocou de roupa e pegou suas coisas que estavam no bolso da roupa que tirou e guardou. 

A garota foi até a cozinha, porém estava deserta, então foi até o escritório do outro, ele estava estava sentado sem fazer nada, Coraline então perguntou onde estava a outra mãe, ele respondeu que ela estava ajeitando algumas portas que estavam empesteadas lá fora, A garota questionou se era por causa dos ratos, e o outro pai disse que os ratos eram amigos, e disse que era outra coisa, o camarada preto com cauda, e então Coraline afirmou que era o gato. O rosto de seu outro pai estava diferente, se parecia menos com o seu verdadeiro pai, parecia que haviam passado massa de pão e desconfigurado um pouco. Ele então disse que ia parar de falar com Coraline, pois a outra mãe não estava por perto, e então cruzou os braços e ficou calado, Coraline disse que já que ele não ia falar com ela, então iria sair para explorar, o outro pai disse que não valeria a pena pois a outra mãe só tinha feito a casa, os pisos e as pessoas que moravam lá.

Coraline então saiu do quarto, e foi até a sala, tentou abrir a porta, mas estava muito bem trancada, a garota analisou o local e era tudo muito semelhante, exceto por um globo de neve que estava em cima da lareira, e havia duas pessoas, Coraline mexeu o globo e observou a neve caindo, e então botou o globo no lugar e continuou sua busca pelos pais. A garota saiu do apartamento, e foi caminhando em direção do bosque, conforme a garota ia caminhando, as árvores começaram a ficar desfiguradas, até que chegou um momento em que começaram a parecer somente borrões, e enfim ficou uma névoa branca, porém sem cheiro, sem sentido, sem temperatura, apena um branco

Uma voz então surgiu, perguntando o que a garota estava fazendo ali, alguns minutos se passaram até ela conseguir focar em uma sombra que estava vindo em sua direção, no início achou que fosse um leão, depois reconheceu o gato, Coraline então respondeu que estava explorando, e o gato disse que não havia nada ali, era somente a parte de fora em que ela não se preocupou em erguer, Coraline questionou “Ela?”, e o gato disse que era aquela que a garota chama de outra mãe, Coraline perguntou o que era ela, e enem o gato a ignorou e continuou andando, até que formas começaram a se materializar em sua frente, e Coraline exclamou, “você estava errado”, e então a forma se tornou uma casa escura, e então o gato disse “a casa que você acabou de sair”, Coraline então falou que poderia ter se perdido, e o gato disse que ela poderia ter se perdido, mas ele não.

Coraline ficou se perguntando como aquilo era possível e o gato explicou que se vocè sair andando pelo mundo, uma hora você retorna ao seu ponto de partida, e então Coraline se tocou que era um mundo pequeno, e então o gato disse que era um mundo grande para ela, as teias de aranhas só precisam ser do tamanho ideal para pegar moscas. A garota ficou arrepiada e disse ao gato que a outra mãe estava consertando as portas para afastar o gato, e ele afirmou que ela poderia tentar, mas lá havia muitas entradas que a outra mãe não conhecia. Enquanto eles conversavam um rato apareceu, e então o gato disse que não era apenas um rato, ele era os olhos e suas mão, e então o gato ficou brincando, arranhando o rato.

O rato fugiu e o gato foi atrás, Coraline então entrou na casa, e viu o espelho do corredor, a garota achou seu reflexo mais destemida, uma mão a tocou, Coraline se virou e era a outra mãe que estava a encarando, e então a outra mãe perguntou se Coraline não queria brincar, e então Coraline afirmou que se reflexo não havia aparecido no espelho e a outr mãe disse que espelhos nunca são confiáveis, e perguntou novamente se a garota não ia querer brincar, e Coraline se recusou, disse que queria ir embora, e queria que libertasse seus pais; e “Mais afiada do que presa de cobra é a ingratidão de uma filha. Mas até o espírito mais orgulhoso pode ser desarmado com amor” disse a outra mãe, e Coraline rebateu dizendo que não pretendia ama-la. As duas foram para a sala conversar, a outra mãe sentou se no grande sofá e pegou uma bolsa, tirou de dentro um saco branco, e ofereceu a Coraline, A garota olhou, pensou que fosse bombons até olhar e vê que era vários besouros, e então recusou, a outra mãe comeu um e saboreou, Coraline então disse que ela era asquerosa, ela retrucou questionando que isso era jeito de falar com sua mãe, e Coraline disse que ela não era sua mãe, e então a ignorou.

A outra mãe disse que Coraline estava agitada e perguntou se não queria fazer crochê, e a garota recusou, e então a outra mãe comeu mais alguns besouros e as duas ficaram se encarando, e então a outra mãe mandou Coraline ter modos e se levantou do sofá, e Coraline percebeu que estava muito mais alta do que ela lembrava. Ela então botou a mão no avental e tirou a chave preta e botou na bolsa, e em seguida tirou uma chave de prata, disse para a Coraline que era para seu próprio bem e porque ela a amava e que era pra Coraline ter bons modos, então levou a garota até o corredor do espelho, encaixou a chave do espelho, e ele se abriu como uma porta, revelando apenas escuridão, ela disse a Coraline que só poderia sair quando tivesse boas maneiras e aprendesse a ser uma filha amável, e então empurrou Coraline para o breu e fechou o espelho.

08 de Janeiro de 2021

Capítulo 7

Dentro de si, Coraline sentiu um imenso soluço, mas segurou o choro e começou a tatear o ambiente que estava. O lugar era do tamanho de um armário, alto o suficiente para ficar de pé e com uma largura que permitia se sentar. A garota saiu vasculhando o ambiente minúsculo, até uma aranha pular em sua mão, mas além da aranha, elas estavam sozinhas, até que a menina esbarrou em algo que parecia bochechas e os lábios de alguém. Os lábios eram pequenos e saiu sussurrando para Coraline fazer silêncio pois ela poderia estar ouvindo. A garota ficou calada, até que uma mão começou a tocar no seu rosto, e outra voz perguntou se a garota estava viva. Coraline afirmou que sim e perguntou quem era. Então uma das vozes repetiu “nome” três vezes, e outra voz disse que os nomes eram as primeiras coisas que desaparecem depois que o coração para de bater. E continuou dizendo que lembrava de muitas pessoas, mas não lembrava dos nomes.

A voz parecia triste e Coraline saiu em direção dela, e acabou esbarrando em uma mão fria e a segurou com firmeza. Os olhos de Coraline já estavam se acostumando com a escuridão, e então a garota viu, ou imaginou que viu, três formas frágeis e pálidas. Coraline então perguntou se a voz era um menino ou uma menina, e então a voz disse que talvez fosse um menino, pois lembrava que usava saias e tinha cabelos longos e enrolados, mas que um dia tiraram as saias e deram calças e cortaram o seu cabelo, então incertamente afirmou que era um menino.

Coraline então perguntou o que tinha acontecido com eles, e um deles disse que ela tinha roubado o seu coração e sua alma, junto com sua vida, e o jogou lá. Outra voz disse para Coraline fugir, porém a garota disse que não pois tinha que salvar seus pais, pois tinha voltado para isso. Uma das vozes perguntou que se porventura a garota conseguisse libertar sues pais, poderia libertar a sua alma. E Coraline questionou sobre ela ter roubado a alma, e uma das vozes disse que por isso que elas não conseguiam sair de lá, pois depois de ter morrido, Ela tinha sugado tudo que eles tinham, e Coraline perguntou o que aconteceria se ela conseguisse resgatar a alma das crianças, um silêncio tomou conta do lugar, e uma das vozes disse que nada que fosse doer, e que Ela ia roubar a vida de Coraline e tudo que ela ama, e disse para ela fugir. Coraline discorda e disse que não tinha como fugir, e perguntou como sair do quartinho, as vozes disseram que se soubessem, ajudariam a garota.

Então Coraline enrolou seu suéter como se fosse um travesseiro, e disse para si mesma que a outra mãe não ia deixar ela lá, que ela estava lá para brincar de “jogos e desafios” como o gato havia dito. Ela então tentou se agasalhar, seu estômago roncou de fome, Coraline pegou a última maçã que havia levado, e comeu o mais devagar que deu, porém continuou com fome. A garota então teve uma ideia, perguntou então, quando a outra mãe fosse pegar ela, porque elas não sairiam com ela. Uma das vozes disse que adorariam, mas os corações deles estavam sobre os comandos dela, e que pertenciam ao vazio e à escuridão, e talvez ficassem paralisados e fossem dizimados pela luz. Coraline então ficou espantada, e depois se agasalhou, colocou a cabeça no suéter, sentiu uma das crianças beijar sua bochecha, e uma outra sussurrando tão baixo que ela achou que fosse seu subconsciente, a voz dizia para ela olhar pelo buraco da pedra.



Livro 1: Introdução e boas práticas em UX Design

22 de Novembro de 2020

Capítulo 1 – O que é User Experience

Inicialmente o autor explica as diferenças que existe na experiência do usuário, exemplificando que cada um de nós nos tornamos usuários no decorrer do dia-a-dia, pois fazemos uso de vários objetos que possuem funções distintas, tais como carro, caixa eletrônico e etc. E que cada pessoa tem uma experiência diferente com o uso desses objetos por conta de fatores externos, como por exemplo, o ambiente, o clima e se tiver muitas pessoas ao redor.

É explanada as disciplinas que envolvem a UX(User eXperience), que engloba desde a psicologia até a usabilidade, em jogos por exemplo os primeiros níveis são utilizados para encorajar e explicar o usuário a sua mecânica, a fim de engajar a prosseguir jogando os próximos níveis. 

Explora o que é preciso para ser um UX designer, exemplificando que não é necessário ser somente a pessoa que mexe com o photoshop, mas muito além disso, saber as necessidades do usuário para uma determinada aplicação. Questionando se, sobre o foco principal das interfaces, se a função de um botão está associado ao objetivo principal do usuário, se ao clicar no mesmo botão, a onde o usuário chegará, estes e vários outros questionamentos, porém visando sempre no que o usuário quer alcançar.

Explica que não não há somente um papel para um UX designer, pois existe várias subáreas dentro do assunto de UX, a área se aprofunda desde o assunto de usabilidade, que garante que as interfaces sejam simples e intuitivas de se utilizar, até a pesquisa com os usuários, para saber se o público alvo do produto conseguiu utilizar a aplicação, e se teve dificuldades para alcançar os seus objetivos no sistema.

E por fim expõe alguns conflitos que existem em alguns time de desenvolvimento, onde o UX design é visto como perfeccionista com a parte visual. E fala da importância do bom relacionamento entre o UX design e o desenvolvedor pois um precisa do outro para que chegue a um objetivo final no desenvolvimento de um sistema.

27 de Novembro de 2020

Capítulo 2 – Métodos e entregáveis de UX

Neste capítulo é abordado as estratégias que são utilizadas para direcionar o produto para um caminho, sem focar diretamente no funcionamento das interfaces. O objetivo de utilizar as estratégias, é para ajudar o time todo a compreender como será desenhado o produto que seja relevante para os consumidores. Dentre estas estratégias estão algumas bastante conhecidas, são essas as User Stories, criação de Personas e a entrevista com Stakeholders.

Também é explanado os métodos de geração de ideias, que serve para fazer a coleta de ideia de todos os membros do time e analisar se todos estão seguindo a mesma linha de raciocínio sobre o produto que irá ser desenvolvido, algumas técnicas bastante conhecidas são citadas, o Brainstorming é um processo de geração de ideias que ajudam o time a visualizar uma variedade de alternativas de design antes seguirem um caminho no desenvolvimento. O Fluxo do usuário que é outro processo, que permite representar visualmente o fluxo de um sistema onde o usuário pode navegar entre as páginas a fim de cumprir determinada tarefa e etc.

Para o planejamento do produto são utilizados alguns métodos de planejar e desenhar o produto. A Análise heurística destaca as boas e más práticas de UX, utilizando os princípios de Design de interação, a análise heurística ajuda a visualizar o estado atual do sistema nos quesitos de usabilidade, eficiência e eficácia. Os Casos de uso fazem uma listagem de possíveis cenários que os usuários interagir durante a utilização do sistema, tal como os comportamentos de cada cenário. O Sitemap que consiste em um diagrama das páginas de um site organizadas de forma hierárquica, auxilia na visualização da estrutura e na navegação.

A pesquisa e validação que são os métodos que o UX designer utiliza para compreender como o usuário pensa, e o que espera do produto e de como o mesmo interage com ele. A pesquisa quantitativa  é uma forma de medir a satisfação do usuário por meio de feedback sobre o sistema, colocando questões onde o usuário marca se a experiência com determinada funcionalidade foi boa, aceitável ou ruim. O teste de usabilidade, que é uma entrevista com o consumidor, onde há tarefas que o mesmo deve realizar, na medida que o usuário vai interagindo, o pesquisador vai tomando nota sobre o comportamento e suas opiniões.

E por fim o Desenho de interfaces, que são os entregáveis, são os documentos que vão determinar como determinada tela deve funcionar, estas ferramentas são utilizadas para comunicar a ideia com os membros do time, os clientes, e as partes interessadas no projeto. O Sketches é uma forma de rabiscar uma nova interface, utilizando somente papel e caneta, é bastante utilizado para fazer avaliações rápidas sobre o design do produto. O Wireframe é um guia que representa a estrutura de uma página e os elementos que a compõem, é bastante utilizado para discutir ideias com as partes interessadas e o time de desenvolvimento, utilizado também como protótipo para validar e testar um produto antes de desenvolvê lo.

02 de Dezembro de 2020

Capítulo 3 – Wireframes, protótipos e rabiscoframes

Neste capítulo é abordado os documentos gerados pelo UX design, inicialmente é abordado uma introdução explicando o que é o wireframe, e os fatores que são levados em conta antes da criação dos wireframes. Após a etapa de decisões, o UX design pensa quais são as primeiras coisas que o usuário irá visualizar após chegar na home page, as principais informações, a descrição que irá deixar claro para o usuário qual a finalidade daquele produto. Além dos conteúdos das páginas, também é pensado um método de navegação e como irá ocorrer as interações do usuário.

O wireframe vai muito além de um documento de interface, é nele que mostra como irá ser organizada a hierarquia dos elementos, as disposições das informações, quantidade e tipo de conteúdos, menus e elementos de navegação, comportamento em vários tamanhos de tela. Porém por mais que ele define várias coisas, no fim ele não irá definir o layout final do produto, nem os textos e conteúdos, somente a estrutura das páginas.

Os wireframes são utilizados para evitar trabalho desnecessários, funciona como um rascunho do layout final, e uma das suas principais finalidades é para coletar feedback. O wireframe é um documento que nunca fica 100% pronto, pois é focado na colaboração e discussão das partes interessadas. Uma de suas principais vantagens é que ao invés de de criar layouts no photoshop e depois ter de ficar realizando ajustes, o wireframe por ser somente a estrutura básica, não tem um retrabalho grande caso seja necessário ajustar algum elemento. Em muitos projetos os gestores preferem esperar que os wireframes estejam 100% validados pelo cliente para poder prosseguir para as próximas etapas, e a grande vantagem é que todo o time de desenvolvimento já fica ciente do que será feito.

Os wireframes são ótimas ferramentas na hora de demonstrar como funcionará uma interface, e suas informações contidas, no entanto, é muito estático, e dependendo de uma interação que o UX deseja apresentar ao usuário, pode ser bastante trabalhoso de criar. Há algumas técnicas e alternativas que podem ser utilizadas ao invés do wireframe, algumas delas são os wireframes colaborativos, que consiste em todo o time se reunir em uma sala, e com post-its e caneta, cada membro vai colando no quadro o seu ponto de vista em cada decisão tomada, este método pode ser feito rapidamente com todos os participantes, e a vantagem é que no fim, todos saem da reunião sabendo o que o projeto deve conter e por onde começar a trabalhar. Outro são os protótipos navegáveis, que consistem na criação de protótipos que possuem linkagem nas telas, permitindo que haja navegação entre as interface por meio dos clicks, a vantagem é que para o cliente fica mais fácil compreender como o produto funciona, e a desvantagem é que o protótipo é descartado.

Os protótipos permitem como citado anteriormente, a experiência de navegação; documentos mais enxutos, pois ao contrário dos wireframes que são criados um deck por ser algo estático, o protótipo é menos exaustivo de tentar compreender e menos irritante para os programadores decifrar; E uma maior facilidades de realizar testes com os usuários.

Porém deve se levar alguns critérios em consideração na hora de escolher se deve-se mesmo utilizar o wireframe ou protótipos, alguns desses critérios que devem ser analisados são: O software que você pretende usar para criar cada um deles;  O profissional que irá fazê-lo; A habilidade do profissional com tal ferramenta;  O nível de detalhamento o protótipo irá ter.

Além dos wireframes e dos protótipos, existe também o rabiscoframe, que uma expressão humorada para o termo sketch, que é um esboço de rabisco, é utilizado em muitos times de desenvolvimento, alguns profissionais os utilizam como um rascunho do wireframe, e em algumas situações o sketch acaba sendo a documentação para o time tomar a frente e prosseguir com o projeto. Há profissionais que têm receio de utilizar o método como uma etapa no desenvolvimento, pois o consideram como algo imaturo ou pois não são tão bons em desenhar.

E por isso que não saber desenhar não é um problema ao utilizar o rabiscoframe, pois o mesmo não é um entregável, é um exercício coletivo que pode ser feito rapidamente para criar discussão e a equipe conseguir ter uma visualização rápida das funcionalidades de determinada interface. É essencial que o papel e o lápis esteja presente em cada reunião que ocorrer, tudo deve ser anotado, pois é importante que o rabiscoframe detalhe o comportamento da interface, e é recomendado não adicionar cores para os elementos, somente se, e somente se for algo que precise de destaque, e se realmente precisar de destaque.

08 de Dezembro de 2020

Capítulo 4 – A boa e velha usabilidade

Neste capítulo, o autor fala sobre simplicidade e que nem sempre a simplicidade é algo simples, pois é um processo complicado que requer muita otimização, para reduzir a carga cognitiva sobre o usuário. Há 4 modelos de soluções para o problema de excesso de informações, proposto no livro Simple and Usable de Giles Colbourner.

Remova: tirar tudo aquilo que não seja essencial para a aplicação;

Organize: distribuir os elementos por grupos lógicos que faça sentido para a navegação do usuário;

Esconda: deixar somente os itens importantes visíveis ao usuário, deixando os demais disponíveis somente por meio da navegação.

Mova: colocar as funcionalidades em outro lugar, de maneira que não seja exibido todas as interações em uma só interface.

Também fala sobre a importância de fornecer informações em pequenas doses, pois os seres humanos têm uma capacidade limitada de absorver informações, falando da importância de que deve garantir que a interface não bombardeie o usuário com excesso de informações, para que o mesmo consiga completar seus objetivos sem distração. A regra neste ponto, é tentar oferecer informações em doses digeríveis, para que os usuários não se sintam pressionados a tomar várias decisões em determinada tarefa que o mesmo deseja realizar.

A utilização de hierarquia na página, é uma forma de ajudar o usuário a seguir um fluxo, utilizando diferentes estilos visuais para priorizar os elementos importantes. Utilizar itens similares, estilos visuais igual para elementos de funções parecidas, cores para diferenciar a ação principal, categorização, são algumas boas práticas que devem ser seguidas para conduzir o usuário.

O usuário precisa que a interface diga a ele o que deve ser feito a seguir, é um erro muito comum em alguns sites e apps, que possuem ruas sem saida, deixando o usuário sem entender ou saber o que fazer depois de realizar uma ação. A interface precisa ser interativa, e dá feedbacks, orientando o usuário que algo aconteceu. Além de que os elementos devem ser intuitivos, para não causarem dúvidas sobre o que acontecerá caso sejam acionados.

Os erros devem ser evitados antes de acontecerem, é muito importante que os erros sejam evitados, mais interessante ainda é comunicar erros com clareza quando eles acontecem. Normalmente os erros são causados pela interação errônea do usuário com o sistema, porém a interface deve ser auto explicativa, auxiliando o usuário a realizar a tarefa desejada de forma correta. O twitter por exemplo possui a restrição de um número x de caracteres por tweet, quando o usuário ultrapassa esse limite, os caracteres que estão em excesso, ficam em destaque, e o botão de publicação fica desabilitado, garantindo que um futuro erro seja evitado pela própria interface do sistema.

E por fim, a simplificação de formulários, que faz o questionamento se realmente é necessário coletar os dados do usuário para que ele possa seguir determinado fluxo. Não a algo certo nesse questionamento, mas é citado exemplos de algumas empresas que permitem que os usuários realizem algumas ações sem a necessidade de se registrar, somente pedindo dados chaves, como por exemplo o e-mail. E se o usuário gosta do serviço, são utilizadas combinações de usabilidade com psicologia, como por exemplo, o usuário ganha um brinde se realizar seu cadastro na plataforma.

15 de Dezembro de 2020

Capítulo 5 – A beleza dos pequenos detalhes

Neste capítulo é abordado a importância dos detalhes das interações, e como as empresas fazem uso desses detalhes para conquistar seus usuários. Alguns produtos não são vistos por sua totalidade pelos usuários, mas sim em fragmentos, o Facebook por exemplo é um grande produto com vários segmentos, mas para os usuários comuns, ele é apenas o feed de notícias com as publicações, ou seja para os usuários, o produto é uma série de pequenas interações que podem ou não ser algo positivo. Há quem diga que os detalhes são algo desnecessários e o mais importante é o produto final funcionando, porém com o decorrer do tempo, novos produtos surgem diariamente, e o mercado fica cada vez competitivo, e pelo fato de haver vários produtos que cumprem a mesma funcionalidade, os que se destacam os que são mais agradáveis para o consumidor.

Uma forma de criar interações mais agradáveis, é evitar o excesso de elementos nas interfaces, e tentar aproveitar elementos já existentes para sinalizar algo, como por exemplo, alguns sistemas na parte de pagamento, utilizam um elemento para sinalizar a bandeira do cartão em uma parte da interface, e quando o usuário clica no campo de entrada do código verificador (CVC), o ícone da bandeira do cartão é alterado para sinalizar a localização do código, fazendo assim, reuso de um elemento e evitando a poluição.

Outro ponto é tentar revelar informações somente quando necessárias, alguns sites na área de comentários, coloca um pequeno formulário, acabando poluindo a interface, o New York Times por exemplo, traz uma solução inteligente, um campo de comentário fica visível, e caso o usuário realmente queira deixar um comentário, assim que ele clica no campo de entrada, o formulário é exibindo requerendo o e-mail, nome e o comentário.

Além dos elementos, o tempo é algo crucial, e algumas empresas estão antenadas nisso, a desenvolvedora de jogos Blizzard por exemplo permite que os usuários joguem um jogo enquanto o mesmo ainda está sendo instalado, evitando que o usuário fique no aguardo até o fim da instalação.

A personalização é algo importante, a fintech Nubank por exemplo, utiliza o histórico de transferência para gerar uma lista com os contatos que mais frequentam e os valores que frequentemente são enviados.

Adivinhar o que o usuário deseja realizar é algo que pode parecer meio desnecessário, mas existem aplicações que preveem o que irá acontecer para reduzir as atividades que o usuário teria de realizar, como por exemplo o aplicativo Pocket, o seu objetivo é guardar link para que o usuário veja mais tarde, e caso o usuário tenha um link na sua área de transferência para salvar, o aplicativo já identifica que é uma URL, e pergunta se o usuário deseja salvar.

E por fim, ser honesto com o que é pedido ao usuário, ser transparente sobre o porquê de coletar alguns dados, e ser transparente, dizendo ao usuário para quê será utilizado os seus dados. 

28 de Dezembro de 2020

Capítulo 6 – A importância dos microtextos

Neste capítulo o autor ressalta a importância de utilizar microtextos nos sistemas, os microtextos são utilizados para simplificar a interação do usuário, tornando mais simples e autoexplicativo. Empresas como o Facebook utilizam bastante microtextos nas suas interfaces, o botão de “curtir”/”like”, é um exemplo de microtexto, pois é fica explícito ao usuário o que irá acontecer caso o mesmo  aperte-o. 

Os microtextos estão ligados diretamente com o valor funcional e emocional do produto, no funcional, está diretamente ligado ao exemplo anterior, pois deixa as funcionalidades explícitas ao usuário. O emocional torna a experiência do usuário mais prazerosa, sendo utilizados para dar feedbacks, como por exemplo ao instalar o Windows 10, antes de iniciar a primeira vez, o sistema faz suas configurações, e uma tela de aguarde vai mostrando mensagens ao usuário, motivando o mesmo a esperar, e que no final irá valer a pena a espera.

Algumas empresas utilizam os microtextos como sugestões, afinal, é mais fácil fazer algo que está sendo informado, do que tentar fazer algo sem alguma informação, O Airbnb utiliza os microtextos para mostrar ao usuário o que é possível ser feito dentro do sistema, ao invés de informar o que o sistema faz “Perto da vista, perto do coração, Explore alojamentos por perto”. Ou seja, muda o foco do produto, para o usuário, tornando a interação fácil de ser compreendida e simples.

Falar a língua do usuário é extremamente importante. Cada sistema tem sua funcionalidade principal, o usuário deve sentir-se à vontade com a linguagem que o sistema utiliza, como por exemplo, se o usuário for uma criança, e o sistema for um jogo infantil, no mínimo o sistema deve falar uma linguagem mais compreensível para a criança compreender.

E por fim, tentar sempre manter textos curtos, pois se um usuário está utilizando um sistema, ele previamente já sabe a funcionalidade do sistema, então os textos estarão lá para auxiliá lo a alcançar o seu objetivo final,

07 de Janeiro de 2021

Capítulo 7 – Construindo uma biblioteca de padrões

Uma biblioteca de padrões no universo de UX design, são galerias que possuem os principais elementos interativos que formam as interfaces. A criação dessas bibliotecas é uma forma de colecionar as soluções de design que se repetem várias vezes dentro de uma mesma aplicação. 

Umas das vantagens de se utilizar as bibliotecas, é que não será preciso desenhar novamente um fluxo de como por exemplo cadastrar um utilizador, podendo ser reaproveitado em outros projetos que possuam itens semelhantes a projetos já realizados anteriormente, sendo somente necessário realizar alguns mínimos ajustes. Cada vez que um designer cria um novo padrão de interação, gera custos adicionais, utilizar os padrões de interação, é uma maneira inteligente de reduzir custos em determinado projeto.

Uma biblioteca de padrões que é utilizada por todos os designers e desenvolvedores, faz com que a manutenção da mesma seja simples, pois quando os elementos são programados da mesma forma, muitos blocos de código podem ser reutilizados e reduz a carga de trabalho. As bibliotecas não se limitam somente a um projeto, pois uma vez que a biblioteca está pronta, ela poderá ser utilizada em projetos que faça uso dos seus elementos. E também fica mais flexível de realizar as alterações, caso o sistema utilize um carrousel de imagem por exemplo, e em várias partes haja um carrossel, caso seja necessário fazer um refinamento, será feito somente em um lugar, e todos os elementos serão atualizados.

Uma biblioteca de padrões pode também ser utilizada como um template, quando pensamos em um site com mais de 50 modelos de páginas diferentes, e que seria muito trabalhoso estruturar cada um layout diversas vezes. O que os UX designers normalmente fazem é categorizar os elementos dentro de uma biblioteca de padrões, principalmente os elementos semelhantes, e posteriormente utilizam em todas as páginas. Fazendo isso os designers focam somente no que é essencial.

Hoje em dia, existem diversas bibliotecas de padrões disponíveis online, por mais que as bibliotecas facilitem a vida dos times de desenvolvimento, é preciso sempre lembrar que uma solução não resolve todos os problemas. Um exemplo é a paginação de conteúdo, o Google utiliza uma forma inusitada de paginação, que enriquece o valor da marca, porém se utilizarmos essa paginação, não irá ter sentido algum, e ainda deixará o utilizador confuso. As vezes um padrão pode funcionar bem na empresa x, mas não faz sentido algum para empresa y, pois são contextos diferentes, e que requerem soluções diferentes, não é o fato de serem semelhantes que em ambos contexto irá funcionar bem.